Não, este não é mais um post sobre o tempo que a EDP levou a reparar as avarias provocadas pelo temporal de 23 de Dezembro.
Tão pouco é sobre a falta de planeamento estratégico para este tipo de situações.
É sobre dois pequenos pormenores do atendimento telefónico da EDP.
No dia do temporal também faltou a electricidade na minha casa, cerca das 4 da manhã. Como qualquer cidadão liguei para a linha de avarias da EDP.
Não estava à espera de ser atendido de imediato, afinal de contas estava mau tempo e devia haver mais gente com o mesmo problema, o que eu não imaginava, nem tinha que imaginar, era que havia 350 mil pessoas sem electricidade a essa hora.
Estabelecida a ligação fui colocado em espera, tudo normal até aí. O que aconteceu de seguida foi mais ou menos assim:
-Bem-vindo à linha EDP, lamentamos não poder atender de imediato, prevemos atender a sua chamada dentro de 2 minutos.
-Paulo Gonzo
Ao fim de 1 minuto
-Prevemos atender a sua chamada dentro de 1 minuto
-Paulo Gonzo
Ao fim de 30 segundos
-Prevemos atender a sua chamada dentro de 30 segundos
-Paulo Gonzo
Ao fim de mais 30 segundos
-Prevemos atender a sua chamada dentro de momentos
-Paulo Gonzo
Ao fim de mais 30 segundos
-Prevemos atender a sua chamada dentro de momentos
-Paulo Gonzo
Ao fim de mais 30 segundos e já desconfiado que algo não batia certo
-Prevemos atender a sua chamada dentro de momentos
-Paulo Gonzo
Ao fim de mais 30 segundos e já tendo ouvido a música do Paulo Gonzo 2 vezes
-Prevemos atender a sua chamada dentro de momentos
-Paulo Gonzo
Ao fim de mais 2 minutos e já fartinho do Paulo Gonzo
-Prevemos atender a sua chamada dentro de momentos
-Paulo Gonzo
Pus o telemóvel em alta-voz e liguei a TV, ao menos o teleshopping é menos enervante
Depois de meia hora de chamada
-Prevemos atender a sua chamada dentro de momentos
-Paulo Gonzo
Não aguentei mais...
Uma empresa com a dimensão da EDP devia ter vergonha de fazer isto deliberadamente, não acredito que o call-center só calcule tempos de espera até 2 minutos e só permita uma música (que ainda por cima é uma vergonhosa tentativa de lavagem cerebral)!
Não vi quaisquer queixas semelhantes na net, será que está tudo parvo?
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
O Natal dos ateus
Ateísmo e Natal não combinam.... Será?
Poderão os ateus também receber e dar prendas de Natal? Poderão os seus filhos acreditar no mito do Pai Natal e escrever-lhe cartas? Terão eles direito a enfeitar árvores (hoje artificiais) e colocá-las na sala até ao Dia de Reis? Ser-lhes-á permitido o consumo abusivo de chocolates? Parece que a resposta é sim.
É mesmo verdade, os ateus - esses crentes na descrença - também vivem a época natalícia, alguns até com grande entusiasmo. Ao contrário do que muitos pensam, estes cépticos seres não ficam adormecidos (tipo Bela Adormecida) durante os dias da quadra, para despertar depois para a festa de final de ano. Ná!
Deixasse a religião católica de existir e o Natal continuaria a ser festejado em muitos países do mundo, na sua maioria ocidentais. Porquê? Porque o Natal, além de Amor, Família, Fraternidade, Solidariedade, também significa CONSUMO. E os templos do consumismo têm todo o interesse em manter a tradição natalícia em geral, e a festa das prendas em particular. Daí que a sociedade tenha todo o prazer em partilhar esta quadra com os seus ateus.
Mas afinal, perguntam vocês, como é que é mesmo o Natal dos ateus? Bem... É igual ao de toda a gente.
Poderão os ateus também receber e dar prendas de Natal? Poderão os seus filhos acreditar no mito do Pai Natal e escrever-lhe cartas? Terão eles direito a enfeitar árvores (hoje artificiais) e colocá-las na sala até ao Dia de Reis? Ser-lhes-á permitido o consumo abusivo de chocolates? Parece que a resposta é sim.É mesmo verdade, os ateus - esses crentes na descrença - também vivem a época natalícia, alguns até com grande entusiasmo. Ao contrário do que muitos pensam, estes cépticos seres não ficam adormecidos (tipo Bela Adormecida) durante os dias da quadra, para despertar depois para a festa de final de ano. Ná!
Deixasse a religião católica de existir e o Natal continuaria a ser festejado em muitos países do mundo, na sua maioria ocidentais. Porquê? Porque o Natal, além de Amor, Família, Fraternidade, Solidariedade, também significa CONSUMO. E os templos do consumismo têm todo o interesse em manter a tradição natalícia em geral, e a festa das prendas em particular. Daí que a sociedade tenha todo o prazer em partilhar esta quadra com os seus ateus.
Mas afinal, perguntam vocês, como é que é mesmo o Natal dos ateus? Bem... É igual ao de toda a gente.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Chi Kung
Naturisme TV s'initie de nouveau au Qi Gong (2eme partie)
Aqui está uma actividade que faria todo o sentido ser praticada pelos habitantes da ilha!!
Aqui está uma actividade que faria todo o sentido ser praticada pelos habitantes da ilha!!
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Um Conto de Natal...
... o último filme que fomos ver ao cinema (versão 3D). É a adaptação do conto de Charles Dickens, a história do forreta mal humorado Ebenezer Scrooge a quem aparecem 3 fantasmas de Natal. Eu gostei e aconselho. (Tenho o livrito, Um Cântico de Natal, que é bem pequenino, se alguém quiser ler...)A minha leitura da mensagem desta história é: só se vive uma vez por isso mais vale aproveitar a vida, respeitando os outros, respeitando a nós próprios, centrando a nossa atenção naquilo que é realmente importante (o amor, a amizade, a alegria, altruísmo - contra a preocupação com os bens materiais e afins).
domingo, 6 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
Jornalistas, pronunciem-se!
Há dois anos participei numa reportagem sobre naturismo para uma revista semanal.
Na altura fui entrevistado dentro de um espaço naturista e, como é normal nestas circunstâncias, acaba por haver um convite, um pouco na brincadeira, para os repórteres também se livrarem das roupas.
A justificação dada para não o fazerem foi mais ou menos assim:
-Se eu for fazer uma reportagem sobre toxicodependência não me vou drogar para saber como é.
Esta semana, na capa da revista FOCUS, lê-se:
Um jornalista da Focus inscreveu-se num site de encontros e durante 12 meses conheceu 162 mulheres, encontrou-se com 8 e teve relações sexuais com 5
Na altura fui entrevistado dentro de um espaço naturista e, como é normal nestas circunstâncias, acaba por haver um convite, um pouco na brincadeira, para os repórteres também se livrarem das roupas.
A justificação dada para não o fazerem foi mais ou menos assim:
-Se eu for fazer uma reportagem sobre toxicodependência não me vou drogar para saber como é.
Esta semana, na capa da revista FOCUS, lê-se:
Um jornalista da Focus inscreveu-se num site de encontros e durante 12 meses conheceu 162 mulheres, encontrou-se com 8 e teve relações sexuais com 5
sábado, 28 de novembro de 2009
TVI: os assassinos da língua portuguesa
Não sendo um adepto de futebol, e apenas ouvindo esta palavra num contexto futebolístico, sempre fiquei intrigado sobre o que seria um "derby". Aparentemente esta palavra, de origem inglesa, é relativa a um jogo entre equipas vizinhas.
Ontem, a TVI, decidiu inventar uma nova palavra, o "dérbi".
Como se não bastassem as brutais calinadas que passam em rodapé nos jornais televisivos da TVI agora também inventam palavras.
Ontem, a TVI, decidiu inventar uma nova palavra, o "dérbi".
Como se não bastassem as brutais calinadas que passam em rodapé nos jornais televisivos da TVI agora também inventam palavras.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Da sociedade e das nuances do fracasso...
O medo de fracassar talvez não fosse tão grande se não fosse a consciência da forma crua e dura como os nossos fracassos tendem a ser vistos e interpretados pelos outros. O medo das consequências materiais do fracasso é agravado pelo medo de uma atitude hostil por parte do mundo para com o insucesso, e da sua angustiante propensão para referir as pessoas que falharam como «falhados» - uma palavra insensível que não só significa que as pessoas perderam, como implica que terão deitado a perder, em virtude disso, qualquer direito à simpatia dos outros.
(...)
Se uma obra trágica nos permite experimentar um grau de preocupação com o fracasso dos outros tão mais intenso do que normalmente sentimos, tal deve-se sobretudo ao facto de ela nos levar a sondar as origens do fracasso. Neste contexto, saber mais significa necessariamente compreender e desculpar mais.
(...)
Se uma obra trágica nos permite experimentar um grau de preocupação com o fracasso dos outros tão mais intenso do que normalmente sentimos, tal deve-se sobretudo ao facto de ela nos levar a sondar as origens do fracasso. Neste contexto, saber mais significa necessariamente compreender e desculpar mais.
in Status Ansiedade de Allan de Botton
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Casamento entre pessoas do mesmo sexo
"Se não concordas com o casamento entre pessoas do mesmo sexo então não te cases com uma pessoa do mesmo sexo"
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
E com esta vos desejo bom fim-de-semana!
"Flight of the Bumble-Bee" é uma música clássica composta pelo compositor russo Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908) para sua ópera "The Tale of Tsar Saltan". Cantada "a capella", neste vídeo, é mesmo um espectáculo!
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Aqui e Agora!
Concentre-mo-nos no "Aqui e Agora". Deixemos, por agora, o "antes" e o "depois". Façamos disso uma filosofia, um modo de vida.Aqui estamos, então é nisto que pensamos. Agora é assim, é isto que estamos a fazer, é este texto que estamos a ler.
Todas as nossas preocupações ficam resolvidas aqui e agora. E se não ficam, não vale a pena pensar nelas, pelo menos não agora. Porque agora estamos aqui.
O resto não interessa agora. O resto não interessa aqui. Debruça-mo-nos sobre o tal "resto" quando não estivermos aqui e agora.
Resolver um problema, esmiuçar uma preocupação, pensar na vida e na montanha de coisas que temos de fazer, é algo tão importante quanto aproveitar o momento. Se assim é, porquê estraga-lo com coisas que não interessam aqui e agora?
*imagem de Zenonline
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